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LetrasJuntas, Palavras Escritas

Desabafos de uma ‘’Menina Mulher’’ que procura nas palavras o simples conforto de um dia melhor… rabugenta por natureza, não fosse para ela tão difícil aceitar as contradições da vida…

LetrasJuntas, Palavras Escritas

Desabafos de uma ‘’Menina Mulher’’ que procura nas palavras o simples conforto de um dia melhor… rabugenta por natureza, não fosse para ela tão difícil aceitar as contradições da vida…

… não dançaria da mesma forma, mas dançaria como quem dança um amor… nesta dança da vida!

07.04.20 | LetrasJuntas, Palavras Escritas

… os pássaros sorriam lá fora, parecia que davam gargalhadas a cada minuto de conversa.

O dia tinha assim um brilho num tom perfeito como as cores do arco-íris!

Sentia a chuva e o frio como se estivessem dentro de casa, e por momentos, fechou os olhos… e num inclinar de cabeça sentiu as gotas caírem-lhe também no rosto que sorria ao compasso daquela dança.

Tinha tantas saudades de dançar, não é que fosse uma especialista e tão pouco tivesse qualquer tipo de jeito, mas tinha saudades de uma boa dança… de sentir os passos e na verdade ria-se ao pensar que o mais importante seria sempre não pisar o seu par!

Já tinha tido vários, vários passos, várias danças, várias melodias quase que perfeitas… e tinha-se ficado apenas pela dança livre, aquela que podia ser quem ela quisesse, sem problemas, sem constrangimentos, sem preocupações.

Podia ver a vida como um simples corridinho ou um simples ‘’obsceno’’ fandango ou dar-se apenas ao luxo de um vira em sentido de ser cada vez melhor.

A moda das saias trazia-lhe boas recordações, mas nada como um bom bailarico saloio – pensou.

As saudades eram muitas, mas sabia que já não se conseguia mexer da mesma forma, e agora era tudo tão diferente, as modas eram novas e ela gostava de as ver ao longe, não fosse ficar contagiada com aquela forma que nem ela percebia muito bem como se fazia!

Queria rodopiar, recordou as saias rodadas de quando era jovem, de quando tudo brilhava, quando o cabelo se prendia misteriosamente e o olhar sorridente cativava qualquer que fosse o seu par, e isto valia-lhe tudo, se não era coordenada pelo menos tinha o ar da sua graça.

Apeteceu-lhe vesti-las novamente – ideia parva, talvez já nem servissem – pensou com carinho… não ia tentar, iria ficar apenas a recordar os bons momentos que passou e acreditar que teria novas oportunidades…

… não dançaria da mesma forma, mas dançaria como quem dança um amor… nesta dança da vida!